Estudantes promovem 12ª edição da Mostra Acadêmica de Artes Cênicas

Foram cinco dias de apresentações gratuitas, em diversas linguagens artísticas

Júlia Graboski e Marcelo Pedrozo

Com direção do professor Luiz Fernando Pereira, espetáculo O despertar da primavera foi apresentado em 19 de março na Caixa Preta, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC. (Foto: Reprodução/Centro Acadêmico de Artes Cênicas)

Apresentações de dança, teatro, circo, música e leituras dramáticas movimentaram a XII Mostra Acadêmica de Artes Cênicas (Maçã) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foram cinco dias, de 17 a 21 de março, com apresentações gratuitas em teatros e auditórios do Campus Trindade.

A mostra foi organizada pelo Centro Acadêmico de Artes Cênicas da UFSC, em parceria com docentes e técnicos do curso, e contou com o apoio da Secretaria de Cultura, Arte e Esporte da UFSC (SeCArtE) e do Departamento Artístico Cultural (DAC). Para Elerson Mário, estudante da quinta fase e um dos organizadores do evento, o principal objetivo é dar visibilidade aos artistas que buscam expor seus trabalhos de forma gratuita à comunidade, além de desempenhar um papel fundamental na promoção da arte e no fortalecimento da cultura no ambiente acadêmico.

As apresentações foram escolhidas no final de 2024, quando o centro acadêmico abriu um formulário para inscrição de espetáculos. A seleção priorizou trabalhos desenvolvidos no curso de Artes Cênicas da UFSC e também no da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), mas as inscrições estavam abertas para a comunidade geral.

Segundo João Felipe dos Santos, vice-presidente do centro acadêmico, a mostra foi realizada na segunda semana de aula justamente para começar o semestre relembrando as produções do ano anterior e para mostrar aos calouros o que é produzido no curso. Apesar do estresse da organização, João se agrada com o feedback positivo que vem recebendo do público. “As pessoas estão reconhecendo o trabalho, estão elogiando a iniciativa. Então está sendo ao mesmo tempo estressante e gratificante”, diz. No dia 17, cerca de 150 pessoas assistiram à abertura do Maçã, segundo a organização do evento.

Elerson destaca que a preparação de alguns artistas para as apresentações exige meses de dedicação, envolvendo processos que vão além da exibição. “Sou dançarino, mas, para esta apresentação, tive que assumir funções como direção, edição e figurino. Essa experiência amplia nosso repertório artístico e nos prepara para os desafios do mercado profissional”, afirma.


Julia Graboski

Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, adora fotografia, cinema e literatura.

Marcelo Pedrozo

Estudante de Jornalismo da UFSC e apaixonado por histórias. Escrevendo um livro como forma de terapia. Editor-chefe do Caderno Cultural Expressões.

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