Isadora Pavei
Dos 47 filmes selecionados para o 28º Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), 30 são produções brasileiras. Organizado pela Associação Cultural Panvision, o evento reúne filmes latino-americanos para concorrer em oito categorias premiadas. A mostra dos audiovisuais acontece de 5 a 11 de setembro, no cinema do Beiramar Shopping, em Florianópolis.
Para a seleção entre os 800 filmes inscritos, foram priorizadas produções com diversidade regional e de gênero, além da presença de pessoas negras, indígenas e com deficiência. Entre os 16 curadores responsáveis pela escolha dos audiovisuais estão cineastas, produtores, jornalistas, diretores de fotografia e o público geral interessado por cinema.
Os filmes precisam ser inéditos. Podem ser animações, trabalhos ficcionais e documentários, e competem a oito categorias – longas, curtas, curtas catarinenses, videoclipes, work in progress, infantojuvenil e online. Concorrem ao Troféu Panvision, votados pelo júri popular e 23 críticos de cinema, um deles, jurado internacional. Além do troféu, os ganhadores recebem uma quantia em dinheiro.
Criado em 1997, O FAM tem o objetivo de difundir a cultura cinematográfica da América Latina e discutir o desenvolvimento do setor, principalmente no Sul do Brasil. Para a diretora de programação da Panvision, Marilha Naccari, o festival é capaz de construir políticas de aproximação e identificação. “O contato com o cinema fortalece a identidade do povo brasileiro e latino-americano”, explica.
“Ter esse evento em Florianópolis mostra que o município é palco de produção e acesso à cultura”, acrescenta Marilha.
Michelly Hadassa, diretora do curta catarinense “A Última Primavera”, um dos selecionados, declara que o evento é uma oportunidade dos atores reconhecerem o trabalho que fizeram. “O elenco do documentário é de idosos, e o tema aborda o abandono da terceira idade. Apesar do assunto forte, quando se verem na tela do cinema, se sentirão acolhidos”, afirma.

A categoria de curtas catarinenses existe desde 2014, e surgiu pelo crescimento das produções no estado. Henrique Schlickmann, diretor do curta universitário “Sangria”, produzido em Palhoça (SC), diz que o espaço destinado a audiovisuais catarinenses é importante pois “o filme é feito para circular e ser comentado, principalmente em um evento que reúne figuras internacionais”.

A entrada no festival é gratuita para as crianças, e adultos pagam R$ 10. Após a exibição, ocorrem rodas de conversa e mesas de debate sobre o tema assistido. A programação completa está disponível no site do evento.
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