Festival Internacional de Teatro de Animação chega a 16º edição e busca a união do estar presente

Oficinas, rodas de conversa e apresentações compõem a programação que circula pelo estado

Por Gabriel Ribeiro

Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou“, peça que usa a técnica de bonecos de luvas. Foto: arquivo FITA

O 16º Festival Internacional de Teatro de Animação (FITA) ocorre entre os dias 23 e 30 de maio em Florianópolis e outras nove cidades de Santa Catarina. Com oito dias de duração, a programação inclui espetáculos de bonecos, máscaras, objetos e sombras, além de mesas de conversa, oficinas e uma apresentação exclusiva para crianças neurodivergentes.

A abertura do festival acontece no Centro Integrado de Cultura (CIC) com três caixas de teatro Lambe-Lambe, pequenos dispositivos nos quais o público assiste ao espetáculo individualmente. Também no mesmo dia, acontecerá uma exposição sobre o teatro Kasperl, de origem alemã, e sua relação com o Mamulengo nordestino. Na sequência, sobe ao palco o grupo mineiro Las Choronas e no domingo (25), o artista peruano Hugo (do grupo Hugo e Inês) apresenta um trabalho de transformação corporal às 17h. 

Uma das principais atividades diferencias deste ano será a roda de conversa “Interlocução do Objeto na cena”, que acontecerá em três locais: na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Segundo Sassá Moretti, idealizadora do projeto, a escolha por levar as mesas de conversa até as universidades é estratégica: “O teatro de animação não é fácil de encontrar nas universidades. Aqui em Florianópolis, temos duas e o IFSC que trabalham com isso. Somos privilegiados.”

Já na UDESC, será realizado um espetáculo voltado exclusivamente para crianças neurodivergentes quarta-feira (27), com limite de 15 espectadores. “Vamos assistir de fora com muito silêncio, muita calma. Estou ansiosa por essa apresentação”, disse Sassá. A programação também inclui uma apresentação noturna as 20h no Centro de Cultura e Eventos da UFSC na sexta-feira (29), com um espetáculo vindo do Mato Grosso do Sul.

Perguntada sobre a importância do teatro de animação nos dias atuais, Sassá respondeu: “É a união. Estar presente. Todo mundo vive nas telinhas, cada um na sua. Juntar essa gente para assistir espetáculos com bonecos, máscaras, sombras é o que tem de mais precioso.” Ela também celebrou o crescimento de grupos locais: “Muita gente conta que começou por causa do FITA. É uma riqueza sem tamanho.”

Criado em 2007, o festival teve três edições suspensas por falta de recursos, o que faz desta a 16ª edição. O símbolo deste ano é um balão, escolhido para representar a viagem do evento por diferentes cidades e sua aproximação com as universidades. De acordo com a idealizadora, a intenção é levar o público consigo. “Estamos viajando e levando seu olhar junto”.

As cidade que o festival irá passar além de Florianópolis são: Araranguá, Canelinha, Curitibanos, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Nova Veneza, São José e Tijucas.

Para mais informações sobre a programação confira o site: https://www.fitafloripa.com.br/

Gabriel Ribeiro

Estudante de Jornalismo da UFSC. Interessado em artes no geral.

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